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Arquivo da categoria: OPINIÃO

SAIBA ESCOLHER UM Smartphone.

Você quer um novo smartphone, encontrou alguns modelos que agradam mas não sabe qual escolher? Faça estes testes rápidos para encontrar o melhor.
Imagine o cenário: você precisa de um novo smartphone, visita algumas lojas e encontra três modelos que lhe agradam, mas não sabe qual deles escolher. Nessa hora os testes simples abaixo, que podem ser feitos na própria loja, podem ajudá-lo a se decidir.

Note que eles fornecem apenas parte da informação de que você precisa para se decidir pela compra. Obviamente há características como o preço, design e confiança na marca, que você também tem de levar em conta e que não cobrimos aqui. Encare nossas dicas como um “critério de desempate”.

O número de testes que você poderá realizar varia de loja para loja. Em algumas você irá encontrar smartphones funcionando e prontos para o uso (e teste), enquanto em outras verá aparelhos “trancados” atrás de uma caixal de acrílico, ou sequer ligados.

Nosso conselho? Compre nas lojas que permitem que você experimente o produto. E evite aquelas que insistem em manter nas mesas e prateleiras aparelhos sujos ou visivelmente danificados (acredite, já vimos isso!): se elas mal se preocupam em atrair o consumidor, imagine como é o pós-venda!

Tela

Não são muitos os aparelhos que vem com amostras de imagens na galeria, mas você pode ter uma idéia da qualidade da tela analisando os papéis de parede inclusos no sistema. Em um smartphone Android, toque por alguns segundos em um espaço vazio na tela e selecione “Papéis de Parede / Galeria de Papéis de Parede” no menu.

Abra alguma das imagens e observe a nitidez e cor da imagem na tela. Veja se as áreas escuras não são acinzentadas, e se as áreas claras são adequadamente brilhantes. Observe a tela sob vários ângulos, e veja se as cores distorcem ou a tela escurece. Se isso acontece com uma mínima mudança no ângulo é sinal de uma tela de baixa qualidade.

Abra uma página web e observe o texto na tela. Veja se as letras são nítidas e fáceis de ler.

Sensibilidade ao toque

Abra o aplicativo de mensagens de texto e use o teclado virtual para digitar algumas frases. Veja como o teclado responde aos toques, e quantos erros você cometeu depois de digitar por alguns segundos. Muitos erros podem ser sinal de uma tela imprecisa, que deixa de registrar um toque ou que o registra fora do local correto.

Fuja de aparelhos com telas resistivas, que exigem “força” para registrar um toque

O ideal é que a tela reaja ao mais leve toque na tela. Isso é sinal de uma tela capacitiva, o melhor tipo atualmente em uso. Ter de “apertar” a tela para que ela reaja ao toque, muitas vezes com uma canetinha plástica, é sinal de uma tela resistiva, uma tecnologia mais antiga. Além de reagir mais lentamente aos toques, estas telas são menos precisas e geralmente incapazes de registrar múltiplos toques simultâneamente, o que prejudica a digitação e torna até mesmo impossível rodar alguns jogos.

Câmera

Faça algumas fotos e analise os resultados. Em ambientes iluminados as imagens devem ser nítidas e coloridas. Imagens “lavadas”, com as cores esmaecidas, são um mal sinal. Sob pouca luz é importante analisar se não há “ruído” (um aspecto “granulado”) em excesso, o que pode prejudicar a imagem.

Grave também um pouco de vídeo, e observe se o aparelho consegue manter a cena sempre em foco, se a imagem não é escura demais ou se não há distorções. Em alguns aparelhos as imagens em movimento tendem a “balançar” de forma desigual, um problema conhecido como “efeito gelatina”.

Não cometa o erro de associar resolução à qualidade de imagem. Já vimos aparelhos com câmeras de 8 MP que fazem fotos e vídeo piores do que outros com câmeras de 5 MP. E desconfie de números altos demais: aquele smartphone de R$ 300 que promete uma câmera de 12 MP muito provavelmente está mentindo: no momento este é um recurso encontrado em poucos aparelhos, muito mais caros.

Design

O tamanho do aparelho é adequado para você? Veja se ele se encaixa bem em sua mão (se você tem mãos pequenas, evite aparelhos com telas maiores do que 4”), e se não é pesado demais. Também analise se ele cabe no bolso da sua calça, sua bolsa ou outro lugar onde pretenda carregá-lo.

Acelerômetro

Seguro o aparelho “em pé” (modo retrato) ou “deitado” (modo paisagem) e veja se a tela reage rapidamente à mudança de orientação. Se houver um jogo de corrida instalado abra-o e, segurando o smartphone como um volante, veja como o “carro” na tela reage aos seus movimentos.

Mude a orientação do aparelho e veja se a tela consegue acompanhar seus movimentos

Processador

Se houver algum vídeo de amostra pré-carregado no aparelho, abra-o. Se a imagem “engasga” ou pula, ou se o áudio começar fica fora de sincronia com a imagem, isso é sinal de um processador fraco. Abra um jogo (se houver algum), e observe a fluidez dos gráficos e a reação aos comandos.

Por incrível que pareça, além de divertido Angry Birds é um ótimo teste para um smartphone, já que apesar dos gráficos simples ele é um jogo “pesado” graças à simulação da física do vôo e impactos entre os pássaros e os objetos na tela.

Lance um pássaro e observe o movimento da imagem durante o vôo. Ela não deve engasgar. A mesma coisa vale para quando a “fortaleza” dos porcos for atingida: se subitamente o jogo ficar mais lento quando as coisas começarem a cair, é sinal de que o processador não está dando conta. Aproxime e afaste o cenário (usando o gesto de pinça) e veja como o aparelho reage aos gestos sobre a tela. Quando mais rápido, melhor.

Outro teste é abrir no navegador um site complexo e com muitas imagens (como um portal) e rolar a página. O ideal é que a rolagem seja o mais suave possível, sem engasgos.

Som

A qualidade de som, com ou sem fones, também é importante

Abra uma música de amostra (se houver alguma pré-instalada) e toque-a usando o media player padrão. Observe o som do alto-falante interno do aparelho: ele é de boa qualidade ou parece um telefone de latinha? Plugue também seus fones de ouvido favoritos. Além da qualidade do áudio, verifique também o volume.

Via: IDG NOW!

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Publicado por em 19 de abril de 2012 em OPINIÃO

 

Hímen artificial: como se fosse a primeira vez


Até alguns dias atrás um peculiar produto chamado “virgin maker” estava causando furor na China, ajudando mulheres, que haviam perdido a virgindade, a enganar a seus namorados e futuros maridos e manter uma imagem imaculada. Mas no último mês este produto tão desejado foi retirado das prateleiras depois que médicos advertissem que podia causar graves infecções.
O “virgin maker” contém um pequeno envelope que desprende um líquido rosáceo similar ao sangue quando a parede vaginal sofre certa pressão, para deste modo fazer com que os homens acreditassem que estavam tendo relações com uma mulher que nunca havia se deitado com outro. As mulheres chinesas consideram que ser virgem é um fator muito importante para ganhar “o coração de um homem”, uma mentalidade que pode ser encontrada também em muitos lugares do mundo e que remete evidentemente a um paradigma um tanto retrógrado de posse.

Algumas mulheres inclusive se suicidam intimidadas por não produzir o selo de sua esperada virgindade no leito nupcial. Estranhamente em algum momento da história, a deusa orgástica especialista nas artes do amor cedeu terreno à deusa virginal, de casta pureza.

Os chips de sangue virginal eram vendidos on-line na página Taobao.com, onde exibiam resenhas como as seguintes:

– “É um verdadeiro sucesso! Meu noivo está muito satisfeito me liga todos os dias”.
– “O sangue parecia um pouco falso e eu estava muito nervosa, mas com pouca luz foi todo muito bem e deu certo. Ele me pediu em casamento.”
As garotas que usam este produto devem ficar horrorizadas se por alguma razão o suposto desvirginador quiser examinar um pouco mais de perto a sua “flor”, mesmo que seja para dar-lhes prazer se, lógico, seguirem o protocolo de uma relação sexual à moda antiga.

Ainda que este hímen artificial tenha sido proibido na China, é possível conseguir uma versão no site Hímen Artificial, que oferece o produto por apenas $9.49 dólares:

“Qualquer seja a razão, o hímen artificial é a melhor solução. O hímen artificial foi desenhado para simular a perda de sangue ao perder sua virgindade. Seu segredo se manterá para sempre e poderá se casar com toda a confiança!

Apenas $9.49 por um hímen artificial… sem cirurgia… sem dor… sem medicamentos… sem efeitos colaterais. ENVIO GRÁTIS discreto para todo mundo. Dois hímens artificiais por caixa”.
Apesar da característica cômica da história toda e dado o fato de que poucas podem assumir o custo de alguns mil reais para fazer uma cirurgia de reconstrução do hímen, em alguns países do mundo, onde ainda é necessário provar a virgindade na hora do casamento, um produto como este pode ser a diferença entre a vida e morte de uma noiva na noite de núpcias.

Também já ouvi falar muito sobre pedra-ume e da mesma forma dizem que se lavar direitinho com um unguento ou chá feito com três penas de pássaro Dodô pode resolver o problema. Será que funciona?

O que você acha da operação de restauração de virgindade?

 
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Publicado por em 15 de abril de 2012 em OPINIÃO

 

O que um brasileiro inteligente fala do BBB

Luis Fernando Veríssimo, cronista e escritor brasileiro NÃO escreveu este texto, mas milhares de e-mails circularam na internet dizendo que o texto era dele. Eu fui um dos que receberam a mensagem com a assinatura equivocada. O autor chama-se Marcelo Guido e faz alusão ao BBB de 2010. Então creio que a coisa ficou ainda pior, pois 2 anos depois ele (o texto) continua atual e infelizmente vemos que nada mudou em relação ao cancro televisivo chamado Big Brother Brasil.



Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB  é a pura e suprema banalização do sexo.

Impossível assistir ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros…todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB  é a realidade em busca do IBOPE.

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB . Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.


Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.

Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo dia.

Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, Ongs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por trás dos $$$$$$$$$ $$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…., estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , ·visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.



 
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Publicado por em 29 de fevereiro de 2012 em OPINIÃO

 

ESSA MERECE SER COLOCADA NA FRENTE DE UM VENTILADOR PARA SER ESPALHADA POR ESTE NOSSO BRASIL!

  
É lamentavel , mas  infelizmente é verdade…
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:
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“Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .Vocês não acreditam?Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?Eu honestamente acho que não.Por isso recorri à Justiça.Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.Estou revoltado.Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.O Estado brasileiro está completamente falido.Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado. E quem é o Estado?Somos todos nós. Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa  moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.. Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum. Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.Somente consequi completar  o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe.. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer… E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa  Empresa Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz. Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas . Mas infelizmente  não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso. No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas. Eu sou mesmo teimoso!… Não  tem  jeito…
————- 
“No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes. 
Na  educação é o 85º e ninguém  reclama…”
EU  APOIO ESTA TROCA
TROQUE  01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES 
O  salário de 344 professores que ensinam  =  ao de 1 parlamentar que rouba 
Essa  é uma campanha que  vale a pena! 
 
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Publicado por em 28 de outubro de 2011 em OPINIÃO

 

O Ramadã e as mãos pintadas de henna das meninas

Ramadão, como é chamado no português europeu,Ramadã ou Ramadan, do português brasileiro, é o 9º mês do calendário islâmico, que é lunar e composto por 12 meses de 29 ou 30 dias, e um total de cerca de 354 dias, contagem que começa com a Hégira, a fuga de Maomé deMeca para Medina, em 16 de julho de 622. Ele tem cerca de 11 dias a menos que o calendário solar, utilizado a primeira vez pelos egípcios, há cerca de 6000 anos. Nesta contagem, o ano possuía 12 meses de 30 dias cada mês, o que perfazia o total de 360 dias. Os 5 dias a mais eram adicionados no final do ano para comemorar o aniversário de OsírisHorusÍsisNeftis Set, o que eleva o total para 365 dias.

O mês começa quando o crescente lunar aparece pela primeira vez após o pôr-do-sol. É o mês durante o qual os muçulmanos praticam seu jejum ritual, o 4º dos 5 pilares do Islã.

A palavra Ramadã encontra-se relacionada com a palavra árabe ramida (ser ardente), talvez pelo fato do Islã ter celebrado o jejum pela primeira vez no período mais quente do ano.

É um tempo de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade, vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período, o que se espera do crente é a maior proximidade dos valores sagrados, a leitura mais assídua do Alcorão, a frequência às mesquitas, a correção pessoal e o autodomínio.


Há mais de 1 mês, cerca de 1 bilhão de muçulmanos em todo o mundo deram início à comemoração doRamadã, o mês sagrado no Islamismo. Sunitas e xiitas, os dois principais ramos do Islã, discordam sobre a data exata do início do mês. Neste ano, o Ramadã começou na madrugada do dia 11 de agosto para os sunitas. Já para os xiitas, que formam a maioria da população no Irã e no Iraque, o evento começou no dia 12 do mesmo mês.

No período do Ramadã os fiéis jejuam durante os dias e se alimentam apenas à noite, tradição que tem seu maior obstáculo no forte calor que atinge a região do Oriente Médio nesta época do ano. Os muçulmanos não podem beber, fumar e manter relações sexuais entre a alvorada e o pôr-do-sol. O mês sagrado também é considerado um período de caridade, razão pela qual doações são feitas aos pobres. O período de jejum muçulmano termina com a celebração do Eid ul-Fitr, que marca o fim do Ramadã e é uma das festividades mais importantes do calendário islâmico, onde tradição e curiosidades se misturam. A pintura das mãos com henna pelas meninas é uma delas. Confira as imagens!























Fonte: Wikipédia
 
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Publicado por em 8 de outubro de 2011 em OPINIÃO

 

REJEITAM A BÍBLIA????

As razões da Bíblia ser rejeitada por muitos.


por Joseph C. Sommer

INTRODUÇÃO

Este artigo apresenta algumas razões pelas quais os Humanistas asseguram que a Bíblia não é a palavra de Deus. Os Humanistas estão convencidos de que a Bíblia foi escrita basicamente por seres humanos que viviam numa época de ignorância, superstição e crueldade. Os Humanistas também acreditam que por ter sido escrito por pessoas que viveram numa era bárbara e de pouco esclarecimento, o livro produzido contem muitas afirmativas errôneas e ensinamentos prejudiciais.
Muita crítica tem sido dirigida aos Humanistas pela posição que sustentam em relação à Bíblia. Alguns críticos da filosofia Humanista vão até ao ponto de afirmarem que os Humanistas são o próprio Mal ou agentes do Demônio. A esperança é a de que este artigo proporcione esclarecimentos quanto às reais opiniões dos Humanistas a respeito da Bíblia.

CONTRADIÇÕES

O fato da Bíblia apresentar contradições é uma das razões pelas quais os Humanistas consideram o livro como sendo de autoridade não confiável. Obviamente, se duas afirmativas na Bíblia se contradizem, pelo menos uma das afirmativas deve ser falsa. Pelo fato de que em numerosas passagens ocorrem versículos bíblicos contraditórios, deduz-se que a Bíblia contem muitas afirmativas falsas.
As contradições aparecem já no início, quando relatos sobre a criação do mundo são apresentados. Por exemplo, Gênesis, capítulo 1, diz que o primeiro homem e a primeira mulher foram feitos ao mesmo tempo, depois dos animais (“Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou” G 1,27). No entanto, Gênesis, capítulo 2, diz que a ordem da criação foi a seguinte: homem, depois os animais e depois a mulher (“Então Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente”G2,7 – “Deus modelou do solo todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as levou ao homem para ver como ele as chamaria” G2,19 – “Depois da costela que tirara do homem, Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem” G2,22).
Em Gênesis 1, as árvores frutíferas foram criadas antes do homem, mas no capítulo 2 há a indicação de que as árvores frutíferas foram criadas depois do homem. Em G 1:20 se diz que as aves foram criadas das águas mas em G:19 se diz que as aves foram criadas do solo. Também em G 1:2-3 afirma-se que Deus criou a luz e a separou da escuridão no primeiro dia, mas G1:14-19 diz que o sol, a lua e as estrelas só foram feitos no quarto dia.
Contradições também abundam nos relatos bíblicos de um dilúvio universal. G 6:19-22 diz que Deus ordenou a Noé para trazer para a arca dois seres de cada espécie. No entanto, em G 7:2-3 há que “de todos os animais puros e das aves dos céus, tomarás sete pares, o macho e sua fêmea; dos animais que não são puros, tomarás um casal, o macho e sua fêmea”. G 7:17 diz que a inundação durou quarenta dias, mas G 8:3 diz que durou cento e cinqüenta dias. G8:4 afirma que, conforme as águas desceram, a arca de Noé repousou sobre as montanhas de Ararat no sétimo dia mas no próximo versículo se afirma que o topo das montanhas não podia ser visto até o décimo mês. G 8:13 afirma que a terra estava seca no primeiro dia do primeiro mês, mas em G 8:14 se diz que a terra não estava seca até o 27º dia do segundo mês.
O Antigo Testamento também apresenta significativas contradições na história do censo realizado pelo Rei David e a subsequente punição dos Israelitas por Deus. De acordo com a história, Deus estava tão enraivecido pelo censo que ele enviou uma praga que matou setenta mil homens. Samuel II 24:1 diz que Deus é que mandou David realizar o censo (Vai, disse Deus, e fazei o recenseamento de Israel e de Judá), mas nas Crônicas I 21:1 afirma-se que David foi influenciado por Satã para realizar o censo (Satã levantou-se contra Israel e induziu Davi a fazer o recenseamento de Israel).
Além disso, há uma contradição no que diz respeito à questão sobre o castigo de Deus às crianças pelos crimes cometidos por seus pais. Em Ezequiel 18:20, o Senhor diz: “Sim, a pessoa que peca é a que morre! O filho não sofre o castigo da iniquidade do pai, como o pai não sofre o castigo da iniquidade do filho”. No entanto, em Êxodos 20-5, Deus diz: “Sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira e a quarta geração dos que me odeiam”. O Antigo Testamento é contraditório sobre o comando de Deus para que os Israelitas sacrificassem animais em seu louvor. Em Jeremias 7:22, Deus diz que não mandou os Israelitas fazerem qualquer sacrifício de animais. No entanto, em Êxodos 29:38-42 e em muitas outras passagens no Pentateuco, Deus é claro quanto ao pedido para que os Israelitas sacrifiquem animais.
Passando para o Novo Testamento, há contradições quanto à genealogia de Jesus da forma como é apresentada no primeiro capítulo de Mateus e a genealogia do terceiro capítulo de Lucas. Ambas genealogias apresentam o pai de Jesus como sendo José (o que é curioso, posto que Maria teria sido fecundada pelo Espírito Santo), mas Mateus afirma que o nome do pai de José era Jacó, enquanto que Lucas diz que seu nome era Heli. Também Mateus diz que houve vinte e seis gerações entre Jesus e o Rei David mas Lucas diz que o número foi de quarenta e uma gerações. Além disso, Mateus alega que Jesus era descendente de Salomão, filho de David, mas Lucas afirma que era de Natan, outro filho de David.
Na história do nascimento de Jesus, Mateus 2:13-15 diz que José e Maria partiram para o Egito imediatamente após a vinda dos magos do oriente com seus presentes. No entanto, Lucas 2:22-40 indica que, após o nascimento de Jesus, José e Maria permaneceram em Belém durante o tempo da purificação de Maria (que era de quarenta dias, de acordo com as leis da época) e que depois levaram Jesus para Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor e depois retornaram para sua casa em Nazaré. Lucas não menciona a jornada para o Egito ou a visita dos sábios do oriente.
Quanto à morte de Judas, Mateus 27:5 diz que Judas pegou o dinheiro que tinha obtido pela traição, atirou-o no templo, e depois foi se enforcar. No entanto, Atos 1:18 relata que Judas usou o dinheiro para comprar um terreno e que caindo de cabeça para baixo, arrebentou pelo meio, derramando-se todas as suas entranhas. Nas descrição de Jesus sendo levado para a execução, João 19:17 diz que Jesus carregou sua própria cruz. No entanto, Marcos 15:21-23 diz que um homem chamado Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, carregou a cruz de Jesus até o local da crucificação.
Quanta à própria crucificação, Mateus 27:44 nos diz que Jesus foi insultado pelos ladrões que estavam sendo crucificados junto dele. No entanto, Lucas 23:39-43 diz que somente um dos ladrões insultou Jesus e que o outro ladrão defendeu Jesus a quem Jesus teria dito: “Hoje ainda estarás comigo no Paraíso”. Quanto às últimas palavras de Jesus na cruz, Mateus 27:46 e Marcos 15:34 afirmam que Jesus gritou: “Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”. Lucas 23:46 diz que as últimas palavras de Jesus foram: “Pai, em suas mãos eu entrego meu espírito”. Segundo João 19:30 as últimas palavras de Jesus, foram: “está terminado”.
Há contradições inclusive nos relatos da ressurreição – o evento que é a base da religião cristã. Marcos 16:2 diz que no dia da ressurreição certas mulheres chegaram ao túmulo ao nascer do sol, mas João 20:1 diz que quando chegaram já era noite. Lucas 24:2 nos diz que o túmulo estava aberto quando as mulheres chegaram, mas Mateus 28:1-2 diz que ele estava fechado. Marcos 16:5 diz que as mulheres viram um jovem rapaz no túmulo, Lucas 24:4 diz que viram dois homens, Mateus 28:2 alega que elas viram um anjo, e João 20:11-12 afirma que elas viram dois anjos.

CRUELDADES

Os humanistas também rejeitam a Bíblia porque ela descreve e aprova os mais ultrajantes atos de extrema crueldade e injustiça jamais imaginados. Um dos princípios do nosso sistema legal – e a base legal de todas as sociedades civilizadas – é a noção de que o sofrimento do inocente é a própria essência da injustiça. No entanto, na Bíblia, vemos que Deus repetidamente viola este fundamento de princípio moral causando sofrimento a numerosas pessoas e animais inocentes.
Passagens de crueldade e injustiça praticados pelo Deus da Bíblia são vistos mesmo nos princípios básicos dos ensinamentos cristãos. Alguns atos bem conhecidos do Deus bíblico são de fato imorais por causarem o sofrimento de inocentes, tais como: ter amaldiçoado toda a humanidade e a criação devido ao ato de duas pessoas, Adão e Eva (Gênesis 3:16-23 e Romanos 5:18); Ter afogado mulheres grávidas, crianças inocentes e animais na ocasião do Dilúvio (Pereceu toda carne que se move sobre a terra – Gênesis 7:20-23); Ter atormentado os Egípcios e seus animais com pragas e doenças por ter o Faraó se recusado a deixar os Israelitas deixar o Egito (Êxodos 9:8-11,25); Ter matado crianças egípcias na época da Páscoa (No meio da noite Deus feriu todos os primogênitos na terra do Egito… e houve grande clamor no Egito por não haver casa onde não houvesse um morto); Depois do Êxodos ter ordenado aos Israelitas aniquilar sem piedade os homens, mulheres e crianças de sete nações e roubar suas terras, demolir seus altares, despedaçar seus postes sagrados e queimar seus ídolos (Deuteronomio 7:1-2); ter matado o filho do Rei David por causa do adultério de David com Betsabéia (Samuel II 12:13-18); ter solicitado a tortura e o assassinato de seu próprio filho (Romanos 3:24-25) e ter prometido enviar para o sofrimento eterno todas as pessoas que não aceitassem o Cristianismo (Revelações 21:8).
Além das injustiças e crueldades contidas em muitos dos principais ensinamentos do Cristianismo, a Bíblia apresenta numerosos outras passagens de violência que estão em completa oposição aos padrões de toda a sociedade civilizada. Dentre os mais chocantes e violentos episódios estão aqueles nos quais Deus é descrito como tendo ordenado ou sancionado a decapitação de várias pessoas, incluindo-se crianças e idosos. Alguns exemplos: Em Samuel I 15:3, o profeta Samuel dá ao Rei Saul está ordem vinda do Senhor: “Vai pois agora e investe contra Amalec condena-o ao anátema com tudo o que lhe pertence, não tenhas piedade dele, mata homens, mulheres, crianças e recém-nascidos, bois e ovelhas, camelos e jumentos.” Ezequiel 9:4-7 apresenta a seguinte mensagem vinda de Deus: “Percorre a cidade, a saber Jerusalém e assinala com uma cruz a testa dos homens que estão gemendo e chorando por causa de todas as abominações que se fazem em nome dela”. Ouvi que dizia aos outros: “Percorrei a cidade atrás dele e feri. Não mostreis olhar de compaixão nem poupeis ninguém. Velhos, moços, virgens, crianças e mulheres, matai-os, entregai-os ao exterminador. Mas não toqueis nenhum daqueles que trouxer o sinal da cruz”.
Oséias 14 apresenta a seguinte punição: “Samaria deverá expiar, porque se revoltou contra o seu Deus. Cairão pela espada, seus filhos serão esmagados, às suas mulheres grávidas serão abertos os ventres.” Deuteronomio 32:23-25 relata que depois que os Israelitas provocaram o ciúme de Deus ao adorarem outros deuses, o Senhor disse: “…vou lançar males sobre eles, e contra eles esgotar as minhas flechas! Vão ficar enfraquecidos pela fome, corroídos por febres e pestes violentas; porei o dente das feras contra eles, com veneno de serpentes do deserto… perecerão todos: o jovem e a donzela, a criança de peito e o velho encanecido.”
Em Números capítulo 31, o Senhor indica sua aprovação para a ordem dada por Moisés, nos versículos 17 e 18, no que diz respeito a maneira pela qual os soldados israelitas deveriam tratar mulheres e crianças capturadas na guerra: “Matai portanto todas as crianças do sexo masculino. Matai também todas as mulheres que conheceram varão, coabitando com ele. Não conserveis com vida senão as meninas que não coabitaram com homem e elas serão vossas.”
Isaías 13:9,15-18 contem esta mensagem do Senhor: “Eis o dia do Senhor que vem implacável e com ele o furor ardente da ira… Todo aquele que for encontrado será trespassado… As tuas crianças serão despedaçadas sob os seus olhos, as suas casas serão saqueadas e as suas mulheres violentadas… Os arcos prostrarão os meninos; eles não terão pena das criancinhas, os seus olhos não pouparão os filhinhos”. Está claro que tais versículos apresentam o Deus bíblico como tendo os mesmos escrúpulos morais de um assassino de massas sociopata…
O Deus da Bíblia também apresenta outras tendências sádicas com diversos outros métodos para atormentar o inocente. Ele abre a terra para soterrar famílias inteiras (Números 16:27-32); lança o fogo para a destruição das pessoas (Leviticos 10:1-2; Números 11:1-2); manda animais selvagens tais como ursos (Reis II 2:23-24), leões (Reis II 17:24-25), e serpentes (Números 21:6) sobre as pessoas; autoriza a escravidão (Leviticus 25:44-46); ordena a perseguição religiosa (Deuteronomio 13:12-16); causa o canibalismo ( Eu farei que eles devorem a carne de seus filhos e a carne de suas filhas – Jeremias 19:9); e exige o sacrifício de animais como meio de expiação dos pecados de seus proprietários (Exodus 29-36).
Além de causar o sofrimento de inocentes, outro tipo de crueldade que a o Deus bíblico pratica é o de infligir castigos totalmente desproporcionais aos atos pelos quais tais castigos são aplicados. Em nosso sistema de direito atual, extrema desproporção dentre castigo e ato cometido é considerada uma violação dos direitos humanos. Alguns atos triviais são punidos com a pena de morte:
No velho Testamento, o Senhor prescreve a execução como punição para o “crime” de se trabalhar nos sábados (Exodus 31:15); por praguejar contra os pais (Levíticos 20:9); por adorar outros deuses (Deuterenômio 17:2-5); por ser um bruxo, médium ou mago (Exodus 22:18, Levíticos 20:27); por envolver-se em atos homossexuais (Levíticos 13:6-10) e não ser virgem no dia do casamento (Deuteronomio 22: 20-21). Certamente, pedir a pena de morte para tais atos é rejeitar a noção de que a severidade de um castigo deve manter alguma proporção com a ofensa praticada.
No Novo Testamento, o Deus bíblico em nada melhorou no que diz respeito à aplicação de penas severas, aumentando inclusive a sua rigidez. É difícil imaginar alguma coisa mais cruel e desproporcional do que condenar os homens ao inferno e à tortura eterna pela simples descrença de que o filho de Deus tenha nascido de uma virgem na Palestina há cerca de dois mil anos atrás, que tenha transformado água em vinho, expulsado demônios das pessoas, andado sobre as águas, que tenha sido morto pela instigação do próprio povo escolhido de Deus e que depois ressuscitasse dos mortos.
A recusa em acreditar nessa história faz com que o Deus bíblico prometa castigar os infiéis com os castigos mais horríveis que possam ser imaginados.
Um dos grandes problemas com a violência e a injustiça da Bíblia é que freqüentemente o seu exemplo tem estimulado e tem sido usado para justificar atos de crueldade de seus seguidores. Muitos tem imaginado que se Deus que é justo e bom, tenha cometido e permitido os mais brutais atos de violência, os bons cristãos nada tem a temer caso ajam da mesma forma. Este processo de raciocínio é que fez com que Thomas Paine dissesse que “A crença em um deus cruel faz um homem cruel”. Um exemplo desse tipo de raciocínio é apresentado pelo historiador Joseph McCabe em seu trabalho intitulado “A História da Tortura”. McCabe diz que durante a Idade Média houve mais crueldade e tortura na Europa Cristã do que em qualquer outra civilização na história. Ele demonstra que a doutrina cristã de castigo eterno foi uma das principais causas da extraordinária ocorrência de tortura na Europa medieval. McCabe descreve que a justificativa lógica para a tortura era a de que “se era natural acreditar que Deus punia os homens com o tormento eterno, certamente estaria certo se os homens punissem outros homens com doses menores desse tormento por uma causa justa.”
Alguns exemplos históricos de violência e atos de injustiça incitados ou apoiados pela Bíblia seriam a Inquisição, as Cruzadas, a queima de “bruxas”, as guerras religiosas na Europa, as perseguições aos Judeus, a perseguição aos homossexuais, a conversão forçada de pessoas na Europa e nas Américas, a escravidão de negros, índios e orientais, o castigo em crianças, o tratamento brutal aos mentalmente perturbados, o extermínio de cientistas e pesquisadores, o uso da tortura nos interrogatórios criminais, o chicoteamento, a mutilação e a execução violenta de pessoas condenadas por algum crime. Tais atos foram parte integrante de um mundo cristão por centenas de anos. De acordo com Thomas Paine, “a Bíblia é uma história de perversidade que tem servido para corromper e brutalizar a humanidade; e, no que me diz respeito, eu sinceramente a detesto assim como detesto tudo que seja cruel”.

ENSINAMENTOS INCOMPATÍVEIS COM AS LEIS DA NATUREZA:

Outras razões que levam os Humanistas a rejeitar a Bíblia é a de que ela contem numerosas afirmativas que são incompatíveis com as leis da natureza. Os Humanistas acreditam que a propagação dessas afirmativas causaram muito mal a toda humanidade. Como resultado da observação e experiência humana, um princípio fundamental da ciência é o de que as leis da natureza não se modificam nem podem ser violadas e que sempre assim se mantêm durante todo tempo. De acordo com o paleontologista Stephen J. Gould, esta uniformidade ou constância das leis naturais, é a “suposição metodológica” que faz com que a ciência seja viável. O que Gould quer dizer de fato é que sem essa suposição não haveria benefício em se estudar o mundo, fazer experimentos ou se aprender com a experiência. Tais atividades não teriam sentido em um mundo que não agisse de acordo com os leis naturais. Em tal mundo, o conhecimento de situações passadas não proporcionaria indicativo seguro sobre o que poderia acontecer em situações semelhantes no futuro. Haveria sempre a possibilidade de ocorrência de forças arbitrárias sobrenaturais interferindo nos eventos para alterar o fluxo natural previsto pela experiência anterior.
Em nosso mundo, a evidencia é clara de que os fatos ocorrem de acordo com leis naturais que são imutáveis. Como resultado, o conhecimento das leis operacionais de funcionamento da natureza aumenta nossa capacidade de predizer eventos futuros e nos adaptarmos ao curso de tais eventos. Os ensinamentos bíblicos são, entretanto, diametralmente opostos aos princípios científicos fundamentais da uniformidade operacional das leis da natureza. Consequentemente, a crença na Bíblia é incompatível com a visão científica e tem servido como um fator de desencorajamento ao desenvolvimento de uma abordagem científica na solução de problemas.
Na Bíblia, há histórias fabulosas de cobras falantes (Gênesis 3:4-5); uma árvore com frutos que quando comidos proporcionam o conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:17;3:5-7); outra árvore cujos frutos dão a imortalidade (Gênesis 3:22); uma voz vinda de um arbusto em chamas (Êxodos 3:4); um jumento falante (Números 22:28); rodas que se transformam em serpentes (Êxodos 7:10-12); água se transformando em sangue (Êxodos 7:19-22); água nascendo da pedra (Números 20:11); um defunto que renasce quando seu corpo toca os ossos de um profeta (Reis II 13:21); pessoas ressuscitando dos mortos (Reis I 17:21-22; Reis II 4:32-35; Atos 9:37-40).
Há também relatos do Sol parando (Jó 10:13); a divisão do mar (Êxodos 14:21-22); ferro flutuando (Reis II 6:5-6); a sombra retrocedendo dez degraus (Reis II 20:9-11); uma bruxa trazendo a alma de Samuel de volta do mundo dos mortos (Samuel I 28:3-15); dedos sem um corpo escrevendo num muro (Daniel 5:5); um homem que viveu por três dias e três noites no estômago de um peixe (Jonas 1:17); pessoas andando sobre as águas (Mateus 14:26-29); uma virgem fecundada por Deus (Mateus 1:20); a cegueira curada por cuspe (Marcos 8:23-25); uma piscina que curava os que nela mergulhassem (João 5:2-4) e anjos e demônios interferindo nos assuntos terrestres (Atos 5:17-20; Lucas 11:24-26).
É claro que tais histórias não estão de acordo com as leis da natureza. Estas fábulas bíblicas servem para manter a idéia primitiva de que freqüentemente forças sobrenaturais podem intervir em nosso mundo. Presumivelmente, os autores de tais histórias ou mentiram ou foram desonestos quando relataram essas histórias. Quando examinados à luz da experiência e da razão, tais suspensões das leis da natureza carecem de credibilidade. Nossa experiência demonstra que o mundo se comporta de acordo com princípios de regularidade que nunca são alterados. Uma terrível conseqüência na crença de que forças sobrenaturais interferem nos afazeres terrestres tem sido a de pessoas que freqüentemente desviam suas energias na tentativa de buscar no sobrenatural a solução de problemas de nosso mundo. Ao invés de estudar o mundo natural para descobrir fatos que possam ser usados para o desenvolvimento de soluções científicas, tais pessoas se engajam em atividades religiosas no esforço de obter ajuda de forças sobrenaturais ou para impedir a influência de forças supostamente malignas em suas vidas.
Um exemplo de tal desvio de energias pode ser visto na história das tentativas de prevenir a ocorrência e a disseminação de doenças na Europa. O historiador Andrew White diz que, durante muitos séculos na Idade Média, a imundície das cidades européias sempre causou grandes pestilências que levaram multidões para os túmulos. Baseado nos ensinamentos da Bíblia, os teólogos cristãos durante séculos acreditavam que tais pestes eram causadas não por falta de higiene, mas pela ira de Deus ou pelas maldades de Satã.
Devido a crença nas causas espirituais das doenças, os teólogos ensinavam as pessoas que as pragas poderiam ser evitadas ou aliviadas por atos religiosos, tais com arrependimento dos pecados, doação de presentes para as igrejas e monastérios, participação em procissões religiosas e comparecimento aos encontros nas igrejas (o que certamente somente servia para espalhar ainda mais as doenças). A possibilidade de causas físicas para a existência e cura das doenças sempre foi ignorada pelos religiosos.
Andrew White diz que, a despeito de todas as rezas, rituais e outras atividades religiosas, a freqüência e o rigor das pragas não diminuiu até que a higiene científica começasse a se tornar presente. Falando das melhorias higiênicas que ocorreram na metade do século XIX, White diz que “as autoridades sanitárias conseguiram em meio século fazer mais pela redução da doença do que tinha sido feito em 1500 anos por todas as feitiçarias que os religiosos tentaram realizar.”

ENSINAMENTOS INCONSISTENTES COM A ESTRUTURA FÍSICA DO MUNDO:

Uma razão adicional pela qual os Humanistas rejeitam a Bíblia é a de que ela contem muitos ensinamentos que são contrários ao que a ciência descobriu como sendo a estrutura física do mundo.
Um exemplo clássico sobre os ensinamentos incorretos da Bíblia pode ser visto na oposição dos religiosos cristãos aos argumentos de Galileu sobre os argumentos da doutrina de Copérnico quanto ao duplo movimento terrestre. No século XVI, Copérnico apresentou a idéia de que a Terra girava em torno de si e do Sol, e no século seguinte o telescópio de Galileu proporcionou evidencias seguras de que Copérnico estava certo. Em oposição à doutrina de Copérnico e na tentativa de demonstrar que a Terra permanecia estável enquanto o Sol se move em seu redor, a Igreja católica se referiu ao décimo capítulo do livro de Jó. Lá somos informados que Jó conseguira que o Sol, e não a Terra, permanecesse parado para que o dia fosse mais longo e assim pudesse cumprir sua missão na batalha contra os Amoritas.
Outras passagens demonstram que os escritores da Bíblia pensavam que a Terra era fixa: Salmos 93:1 (O Mundo não pode ser movido), Crônicas 16:30 e Salmos 104:5 (O Senhor fixou as fundações da Terra de forma que jamais pudesse ser movida).
Por causa dos pontos de vista de Galileu sobre a doutrina de Copérnico, a Inquisição o torturou, forçando-o a desmentir suas afirmativas e condenou-o à prisão. Além disso, baseado nos ensinamentos da Bíblia, por quase duzentos anos, o Índex dos Livros Proibidos da Igreja Católica condenaram todos os escritos que afirmassem a idéia do duplo movimento terrestre. Além disso, por gerações, as principais correntes da Igreja Protestante – Luteranos, Calvinistas e Anglicanos – denunciaram a doutrina de Copérnico como sendo contrária às escrituras.
A Bíblia também contem erros grosseiros quando sustenta a idéia da Terra ser plana. No sexto século, um monge cristão chamado Cosmas escreveu um livro intitulado Topographia Christiana no qual ele descrevia a estrutura do mundo físico. Cosmas baseou suas conclusões nos ensinamentos da Bíblia e sustentava que a Terra era plana, cercada por quatro mares.
Uma das razões para a crença de Cosmas numa terra plana era a afirmativa bíblica do livro das Revelações 1:7 de que, quando Cristo retornasse, “todos os olhos o iriam ver”. Cosmas concluiu que se a Terra fosse redonda ao invés de plana, as pessoas que estivessem do outro lado não poderiam presenciar a Segunda vinda de Cristo…
Outros apoios bíblicos para a idéia da terra plana podem ser encontrados em Isaías 11:12 (ao falar dos quatro cantos da Terra) e em Jeremias 16:19 e Atos 13:47 (final da Terra).
Como conseqüência de tais ensinamentos bíblicos, a maioria dos antigos padres acreditavam que a terra era plana. O pensamento de Cosmas também foi considerado por muito tempo como parte da doutrina da Igreja Ortodoxa. Consequentemente, quando Cristóvão Colombo propôs, no século XV, a idéia de partir do leste da Espanha para chegar as Índias pelo lado oeste, a noção da Terra Plana foi um dos principais motivos de oposição ao empreendimento.
A Bíblia também apresenta a idéia do céu como uma abóbada solida. Em Gênesis 17 o Senhor coloca o Sol e a Lua “no firmamento” para que houvesse luz sobre a Terra. A palavra em Hebreu traduzida como “firmamento” é “raqia”, que significa “metal batido”. Por essa razão, a Igreja levou muito tempo aceitando a idéia do “firmamento”. Tal idéia também foi aceita por Cosmas e consequentemente tornou-se parte da doutrina ortodoxa da Igreja por diversos séculos.
Dentro dessa doutrina estava a idéia ingênua de que havia janelas no firmamento que eram abertas por anjos sempre que Deus desejasse fazer chover na Terra. Cosmas acreditava que quando tais janelas eram abertas, uma porção das águas contidas acima do “firmamento”, conforme mencionadas em Gênesis 1:17, caiam sobre a Terra. A base de Cosmas para esse ponto de vista era a afirmativa de Gênesis 7:11-12, de que no tempo do dilúvio, “as janelas dos céus foram abertas” caindo assim a chuva sobre a Terra.
A Bíblia também afirma que a Terra repousa sobre pilares. Os “pilares” da Terra são mencionados em diversos versículos do Velho Testamento (Samuel I 2:8, Salmos 75:3, Jó 9:6). Tais passagens, na verdade, são um reflexo da crença dos antigos Hebreus de que a Terra se sustentava sobre pilares.
Além disso, a Bíblia contradiz a ciência médica ao declarar que as doenças e outros males físicos resultam de agentes sobrenaturais, tais como atividades demoníacas, ao invés de causas físicas. Ao descrever as curas de Jesus, o Novo Testamento afirma que os seguintes fatos teriam sido produzidos por demônios: cegos (Mateus 12:22), mudos (Mateus 9:32-33), aleijado (Lucas 13:11,16), epilepsia (Mateus 17:14-18) e insanidade (Marcos 5:1-13).
Como conseqüência, os líderes da Igreja geralmente desencorajavam o ponto de vista de que a doença pudesse ser causada por processos naturais e apoiavam a idéia de agentes demoníacos como principais causas dos males. Por exemplo, Santo Agostinho, cujas idéias fortemente influenciaram o pensamento ocidental por mais de um milênio, disse no século IV: “Todas as doenças dos cristãos devem ser atribuídas a estes demônios…” Mesmo com o surgimento da Reforma Protestante no século XVI, não houve muita mudança na atitude da Igreja quanto à origem das doenças. Martinho Lutero sempre atribuía sua própria doença à “praga do diabo” e ensinava que: “Satã produz todos os males que afligem a humanidade, pois ele é o príncipe da morte”.
A Bíblia também contem versículos que mencionam dragões (Jeremias 51:34), Unicórnios (Isaías 34:7) e outros animais fabulosos (Isaías 11:8). Com base nestes versos, muitos naturalistas da Idade Média acreditavam que essas criaturas míticas de fato existiram.
Além disso, por séculos, e ainda hoje em muitos lugares, os versículos bíblicos levaram o mundo cristão a acreditar que os cometas são enviados de Deus para prevenir a humanidade de sua ira divina e castigo iminente; que o surgimento de estrelas e meteoros são presságios benéficos de eventos tais como o nascimento de heróis e grandes homens; que os eclipses significam a divina tristeza devido a fatos terrestres; que os temporais e todos os fenômenos meteorológicos desagradáveis são causados pela ira de Deus ou pela fúria de Satã; e que, mesmo que a Terra seja redonda, as pessoas ainda assim não vivem “do outro lado.”
A Bíblia também não está cientificamente correta quanto diz que o morcego é um pássaro (Levíticos 11:13,19), que o coelho e a lebre ruminam (Levíticos 11:5-6), e que a semente de mostarda “é a menor de todas as sementes”(Mateus 13:32). Também é inconsistente com a ciência e de fato absurdo assegurar que Deus tenha confundido as línguas dos seres humanos por ele temer que os homens unidos pudessem construir uma torre alta o suficiente para atingir o Céu (Gênesis 11:1-9).
O efeito de se buscar na Bíblia idéias a respeito da estrutura do mundo físico foi bem resumida pelo historiador Andrew White. Ele diz que “desenvolveu-se em todos os campos pontos de vista teológicos sobre a ciência que nunca levaram para uma verdade sequer e que, sem exceção, forçaram a humanidade a se distanciar da verdade causando por séculos o afundamento do mundo cristão num abismo de erros e infortúnios.”
Face às numerosas afirmativas incorretas concernentes à estrutura do mundo físico contidas na Bíblia, parece não haver razão para se acreditar que os escritores bíblicos estivessem mais corretos quando escreviam sobre coisas invisíveis. Cometendo tantos erros sobre o universo observável, a Bíblia não pode ser considerada como um guia totalmente confiável quando trata de assuntos espirituais e questões de fundo ético.

PROFECIAS NÃO REALIZADAS

Também, em confirmação à posição dos Humanistas sobre a Bíblia, há o fato de que ela contem profecias que comprovadamente falsas. A não ocorrência de eventos biblicamente profetizados, constitui prova clara de que a Bíblia não é infalível.
A Bíblia mesmo é que apresenta um teste para determinar se uma profecia foi inspirada por Deus. Deuteronomio 18:22 diz: “Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou tal profeta, não tenhas temor dele.” Ao aplicar esse mesmo teste na Bíblia, nós percebemos que ela contem afirmativas que não foram inspiradas por Deus.
Em Gênesis 2:17, o Senhor teria advertido Adão e Eva sobre o fruto que havia na árvore do conhecimento: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Porém em Gênesis, no capítulo 3, somos informados de que Adão e Eva comeram do fruto proibido e não morreram no dia em que assim agiram.
Gênesis 35:10 informa que Deus disse a Jacó: “O teu nome é Jacó; não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel”. No entanto, 11 capítulos depois, em Gênesis 46:2 lemos “E falou Deus a Israel em visões de noite, e disse: Jacó, Jacó! E ele disse: Eis-me aqui.”
Em II Crônicas 1:12 há que Deus disse a Salomão: “Sabedoria e conhecimento te são dados; e te darei riquezas, e fazenda, e honra, qual nenhum rei antes de ti leve, e depois de ti tal não haverá.” Como o grande agnóstico Robert Ingersoll disse no século XIX, houve diversos reis na época de Salomão que poderiam jogar fora todo o reinado de Salomão (Palestina) sem perder muito com isso. Podemos acrescentar que a riqueza de Salomão é pequena comparada aos padrões atuais e sempre foi superada por muitos reis que reinaram depois dele.
Alguns exemplos de outras profecias não realizadas no Velho Testamento incluem: Os Judeus irão ocupar a terra do rio Nilo até o rio Eufrates (Gen. 15:18); eles nunca perderão suas terras e nunca mais serão perturbados (Samuel II 7:10); A casa e o reinado de David durarão para sempre; nenhuma pessoa incircuncisada nem imunda entrará em Jerusalém (Isaías 52:1); Damasco seria reduzida a um montão de ruínas (Isaías 17:1); as águas do Egito iriam secar (Isaías 19:5-7).
Aplicando ao Novo Testamento o mesmo teste bíblico para identificação de falsos profetas, somos forçados a concluir que o próprio Jesus fez declarações não inspiradas por Deus. Por exemplo, as profecias de Jesus a respeito da época em que o mundo iria terminar são claramente incorretas. Em Mateus 16:28, Jesus diz a seus discípulos: “… que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino”. Obviamente, as pessoas que estavam lá já morreram todas e nenhuma delas viu Jesus retornar para fundar o seu reinado.
Além disso, em Marcos 13:24-30, Jesus teria listado uma série de signos que deveriam acompanhar o fim do mundo, incluindo o escurecimento do sol, a lua não “dando” mais luz, as estrelas caindo, o filho do homem nas nuvens com grande poder e glória e a presença de anjos. No versículo 30, Jesus diz: “Não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.” Aquela geração passou há muito tempo e os acontecimentos previstos não ocorreram.
A análise do Novo Testamento também revela que Jesus estava incorreto na sua previsão no que dizia respeito a quantidade de tempo em que ele ficaria na tumba. Em Mateus 12:40, Jesus diz: “Pois como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra.” Porém, Marcos 15:42-45 diz que Jesus morreu na tarde do dia antes do Sábado (ou seja na Sexta-feira) e Marcos 16:9 e Mateus 28:1 nos dizem que Jesus saiu da tumba no Sábado à noite ou no Domingo pela manhã. De Sexta a Domingo pela manhã não há como se contar três dias e três noites.
Para dar mais um exemplo do Novo Testamento, Jesus diz em João 14:13-14 que: “E tudo o que pedires em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” Em milhões de situações tais solicitações foram feitas e não foram atendidas. Como um único exemplo, basta lembrar o assassinato do Senador Robert F. Kennedy. Durante horas, logo após ter sido ferido, milhões de pessoas rezaram em nome de Jesus pela recuperação do Senador Kennedy. Se já houve um teste para a força da oração cristã, esse foi um de fato. Todos sabemos o resultado. Contrariamente ao que estava mencionado na Bíblia, o pedido não foi atendido. Assim ocorrem com outras profecias mencionadas na Bíblia. A existência de incorretas profecias colocam em dúvida a veracidade dos ensinamentos bíblicos. Se um versículo na Bíblia está errado, é bem possível que outros versículos estejam errados também.

AFIRMATIVAS INCORRETAS SOBRE A HISTÓRIA

Mais uma razão para a rejeição da Bíblia pelos humanistas é a de que ela contem afirmativas incorretas a respeito da história. As pesquisas de historiadores e outros estudiosos indicam que muitas afirmativas na Bíblia são historicamente incorretas.
A respeito do Velho Testamento os historiadores determinaram que a história de um dilúvio universal não passa de um mito. Por exemplo, Andrew White aponta que o Egito tinha uma próspera civilização muito antes do dilúvio bíblico de Noé e que nenhum dilúvio chegou a interrompe-la.
O livro de Êxodos nos fala de uma fuga dos escravos israelitas do Egito mas os historiadores e os arqueólogos jamais conseguiram confirmar nada sobre esse fato. Nenhum registro egípcio se refere ao Moisés bíblico ou às pragas devastadoras que Deus supostamente teria infligido ao país ou à fuga dos escravos hebreus ou ao afogamento do exército egípcio. Além disso, White relata que os registros contidos nos monumentos egípcios demonstram que o faraó que reinava na época da suposta fuga dos judeus jamais se afogou no Mar Vermelho.
O livro de Esther fala de como uma jovem judia chamada Esther foi escolhida pelo Rei persa Xerxes I para ser a rainha depois do rei ter se divorciado da rainha Vashti. Embora os historiadores saibam uma grande quantidade de fatos sobre Xerxes I, não há registro de que ele tivesse uma rainha judia chamada Esther ou de que tenha sido casado com Vashti.
Além disso, o livro de Esther afirma que o império persa foi dividido em cento e vinte e sete províncias mas os historiadores nos dizem que nunca houve tal divisão do império. Também, ao contrário do que é dito no livro, Xerxes I não ordenou aos judeus em seu território que atacassem seus súditos persas.
O livro de Daniel contem o relato de certos eventos que supostamente ocorreram durante a permanência dos judeus na Babilônia. No quinto capítulo do livro, somos informados de que o rei Nabucodonosor foi sucedido no trono pelo seu filho Belsasar. No entanto, os historiadores nos dizem que Belsazar não era filho de Nabucodonosor e nunca foi rei. O livro também nos fala de um “Dario, o Medo”, capturou a Babilônia no sexto século. A história nos diz que foi Ciro da Pérsia que tomou a Babilônia.
Passando para o Novo Testamento, o segundo capítulo do livro de Lucas diz que, pouco antes do nascimento de Jesus, o imperador Augusto ordenara um censo a ser realizado em todo o mundo romano. Lucas nos diz que todas as pessoas tinham que viajar para a terra dos seus ancestrais com o objetivo de fazer esse censo. Ele indica que tal censo teria sido a razão que levou José e Maria a viajar de Nazaré até Belém, onde Jesus teria nascido.
No livro intitulado, “Ficções Apostólicas”, Randal Helms diz que tal censo jamais foi realizado na história do Império Romano. Ele também diz que é ridículo se pensar que os romanos tão práticos fossem solicitar a milhões de pessoas a viajar distancias enormes até as cidades de seus já falecidos progenitores, meramente para assinar um formulário de registro.
O terceiro capítulo de Lucas contem uma genealogia que traça os ancestrais de Jesus em 76 gerações até chegar a Adão, que, de acordo com Gênesis, capítulo 1, foi criado juntamente com o restante do universo durante o transcorrer de uma semana. A Bíblia, dessa forma, sustenta a idéia de que a história da raça humana, bem como a de todo o universo, se estende por um período relativamente curto de tempo, não mais do que alguns milhares de anos. De fato, considerando-se os ensinamentos bíblicos, tais como os de Lucas, capítulo 3, durante muitos séculos a posição Cristã ortodoxa era a de que toda a Criação ocorrera dentre 4 a 6 mil anos antes do nascimento de Cristo. A ciência apresenta hoje números bastante diferentes…
O segundo capítulo do livro de Mateus diz que logo após o nascimento de Jesus, o rei Herodes teria ordenado o massacre de todos as crianças do sexo masculino até dois anos de idade em Belém e suas vizinhanças. No livro de Lucas, o qual contem a única outra história do nascimento de Jesus, não há qualquer menção de tal ordem tão cruel. Tal acontecimento não é também mencionado em nenhum dos registros da época. Tem-se a impressão de que a história de Mateus foi inventada.
Mateus 27:45 diz que enquanto Jesus estava na cruz, caiu sobre a terra uma escuridão que durou do meio-dia até as três horas da tarde. Andrew White diz que observadores romanos tais como Sêneca e Plínio embora tivessem descrito ocorrências muito menos significativas em regiões mais remotas, não fazem qualquer menção a esse fato em particular.
Outro fato marcante, é que Josephus, o melhor historiador judeu do primeiro século, jamais disse nada sobre a vida e a morte de Jesus; nada sobre o infanticídio cometido por Herodes; nenhuma palavra sobre a estrela que apareceu nos céus quando do nascimento de Jesus; nada sobre a escuridão que se abateu sobre a terra; nada sobre a centena de túmulos que se abriram e da multidão de judeus que se levantaram dos mortos e visitaram a cidade sagrada. Na verdade, nenhum historiador da época jamais mencionou tais prodígios.

CONCLUSÃO

Em resumo, os humanistas rejeitam a Bíblia porque ela contem contradições, crueldades, afirmativas completamente inconsistentes com as leis da natureza, afirmativas incorretas sobre a estrutura do mundo físico, profecias incorretas e diversos erros históricos. Outros problemas também poderiam ser citados, tais como não sabermos quem escreveu a maior parte de seus livros, o fato de que tenha sido escrita muitos anos depois da ocorrência dos fatos, suas muitas passagens obscenas, sua promessa de salvação para os ignorantes e os crédulos e a condenação à tortura eterna para os cépticos e os investigadores que proporcionaram infinitos benefícios à raça humana.
Todos esses problemas e muitos outros constituem clara evidencia de que a Bíblia não é a palavra de Deus. Ao invés de ser infalível, a Bíblia tem muito mais afirmativas incorretas e ensinamentos imorais do que na maioria de outros livros. Como resultado de se tratar um livro assim tão cheio de erros como sendo infalível, a civilização ocidental foi levada ao erro e à miséria através da história. Além disso, podemos concluir que, no mundo atual, a influência dos ensinamentos bíblicos no campo político pode resultar – e, na opinião de certas pessoas, certamente resulta – na continuidade de um grande número de procedimentos socialmente prejudiciais e uma oposição às propostas progressivas de melhoria social.
Além disso, percebemos através da mídia que os versículos bíblicos ainda levam alguns cristãos a cometer atos bizarros e prejudiciais tais como espancar as crianças, não aceitar tratamento médico, tomar veneno, cortar as mãos ou os pés, arrancar os olhos, violentamente tentar arrancar do corpo demônios, afastamento dos afazeres comuns ao nosso mundo, renúncia aos prazeres da vida e a expectativa de um final iminente do mundo.
Por a Bíblia conter tantas afirmativa incorretas e ensinamentos pouco éticos e por ter causado e continuar causando numerosos erros e tantos prejuízos, nós rejeitamos a proposta daqueles que nos exortam a buscar na Bíblia as respostas para nossos problemas pessoais, sociais e políticos.
O que tem permitido à humanidade corrigir muitas das falsas idéias que a Bíblia nos dá sobre o mundo tem sido a aplicação de uma abordagem científica à solução de problemas. Tal abordagem envolve a confiança na observação, experiência, lógica e empatia do ser humano, muito mais do que uma cega aceitação de dogmas religiosos seculares.
Quando os resultados obtidos com os métodos científicos são vistos em confronto com as idéias incorretas contidas na Bíblia e com os prejuízos causados por tais idéias, fica bem claro que somos muito mais bem guiados pela razão e compaixão humana do que pelos ensinamentos da Bíblia.
 
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Publicado por em 7 de agosto de 2011 em OPINIÃO

 

A CAMPANHA DO ANO!


Campanha do ano
 
 
 
BOPE R$ 2.260,00 para arriscar a vida;
 
Bombeiro R$ 960,00 para salvar vidas;
 
Professor R$ 728,00 para preparar para a vida;
 
Médico R$ 1.260,00 para manter a vida;
 
Deputado federal R$ 26.700,00 Para FUDER a nossa vida!

 
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Publicado por em 23 de julho de 2011 em OPINIÃO