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Você já ouviu falar da Doença do Lenhador?

15 abr

Melissa Davey é uma enfermeira voluntária em regiões da África tomadas pela pobreza e esquecimento, onde presencia histórias tristes e de superação e depois compartilha suas experiências em seu blog de nome muito sugestivo, o Beleza & Melancolia. Em uma destas oportunidades ela conheceu Sallu: “Ele calmamente entrou na tenda de admissão com o cuidado de manter o rosto coberto por um pano como se não quisesse ser visto…”.

Melissa tinha razão, Sallu não queria mesmo mostrar seu rosto. O rapaz tinha feito uma longa caminhada pela floresta até chegar ao portão principal do posto médico onde os médicos atendiam. Esperou paciente e persistentemente até ser guiado pela equipe de triagem.

– “Ele se Sentou na cadeira logo atrás de mim. Eu disse bom dia e ele acenou com a cabeça em cumprimento e rapidamente se virou. Às vezes é difícil saber como uma pessoa se sente até que saibamos realmente qual é o seu problema”, conta Melissa.

Tão logo um dos médicos, Dr. Ken, começou a examinar Sallu, pediu que retirasse o pano, todos não puderam evitar olhá-lo. Ele cautelosamente descobriu o rosto para revelar tumores grandes e múltiplos que deixavam sua pele toda inchada, cinco vezes mais que seus ossos faciais. Em princípio se entreolharam e não sabiam do que se tratava. Talvez neurofibroma. Mas alguém lembrou que a neurofibroma é normalmente assimétrica, no entanto os tumores no rosto de Sallu eram bem simétricos.

Decidiram então chamar o Dr. Gary, um cirurgião com 25 anos de experiência na África Ocidental. Dois segundos foram o bastante para que ele diagnosticasse a doença:

– “Isso é um fungo, é uma patologia conhecido como Doença dos Lenhadores”. Durante os último quatro anos Sallu havia respirado um tipo fungo suficiente para desenvolver esta infecção em seu rosto. Tudo por causa de um árduo dia de trabalho como cortador de lenha, algo que em realidade nem mais existe no mundo moderno.

O tratamento para a Doença dos Lenhadores (Conidiobolus Coronatus é um processo lento que exige o uso de medicamentos antifúngicos por pelo menos 2 anos, necessários para o inchaço facial e tumores cederem. Sallu deverá voltar ao posto médico a cada mês para tomar a medicação e para determinar se os tumores estão encolhendo.

Neste outro post de seu blog, é possível notar que Sallu está bem menos inchado. Tomara que dê tudo certo!

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Publicado por em 15 de abril de 2012 em CASOS REAIS

 

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