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Produto Nacional para exportação !(inferno)

19 maio

João Acácio ficou órfão com apenas quatro anos, dali por diante, sua vida no crime se iniciou. Chegou ao estado de São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticara em Santa Catarina. Foi morar em Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço. Na verdade, levava uma vida pacata no lugar que escolheu para morar, praticando seus crimes em São Paulo e voltando incólume para Santos. Sua preferência era por mansões. Seu estilo próprio de cometer os crimes (sempre nas últimas horas da madrugada, cortando a energia da casa, usando um lenço para cobrir o rosto e carregando uma lanterna com bocal vermelho) chamou a atenção da imprensa, que o apelidou de “Bandido da Luz Vermelha”, em referência ao notório criminoso estadunidense Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido.

Gastava o dinheiro obtido com os assaltos com mulheres e boates. A polícia levou seis anos para identificá-lo, conseguindo identificá-lo após ele deixar suas impressões digitais na janela de uma mansão.

Prisão
João Acácio foi preso em 8 de agosto de 1967, enquanto estava foragido no Paraná, foi acusado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, sendo condenado a 351 anos, 9 meses e três dias de prisão, dizem que cometeu estupro ou que teve relações sexuais com as vítimas de seus crimes, porém não foi acusado deste crime (o comentário era que recebia muitas visitas de mulheres desconhecidas que choravam sua ausência). Após cumprir os 30 anos previstos em lei, é libertado na noite do dia 26 de agosto de 1997. Após libertado, ganha fama na cidade onde passa a morar (Joinville, em Santa Catarina), tinha obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo ele simplesmente escrevia a palavra “Autógrafo”.

Morte
Após apenas quatro meses e vinte dias em liberdade João foi assassinado com um tiro de espingarda no dia 5 de janeiro de 1998, durante uma briga com um pescador na cidade de Joinville, Santa Catarina. Nelson Morelato investigador da policia civil de campinas frustrou a fuga de João no ano de 1976.

Referências gerais
Sua vida de crimes inspirou o filme O Bandido da Luz Vermelha de 1968, do cineasta Rogério Sganzerla, em que foi vivido pelo ator Paulo Villaça. Apesar de ser um filme verídico, seu final porém foi fictício no qual o personagem principal comete suicídio. Também foi tema do Linha Direta Justiça da Rede Globo.

Foi satirizado pelos humoristas do programa Hermes & Renato da MTV onde até fez um clipe com “Demo Lock MC” (uma sátira de Satanás).

Pedro Rodrigues Filho, vulgo Pedrinho Matador, (Santa Rita do Sapucaí, 1954) é um homicida psicopata brasileiro.

Matou pela primeira vez aos catorze anos e seguiu matando e hoje acumula mais de cem homicídios, incluindo o do próprio pai, sendo que 47 pessoas foram mortas dentro dos presídios pelos quais passou. Ainda não respondeu por todos os crimes, mas já foi condenado a quase quatrocentos anos de prisão, a maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil.

Biografia
Nasceu numa fazenda em Santa Rita do Sapucaí, sul de Minas Gerais, com o crânio ferido, resultado de chutes que o pai desferiu na barriga da mãe durante uma briga. Conta que teve vontade de matar pela primeira vez aos 13 anos. Numa briga com um primo mais velho, empurrou o rapaz para uma prensa de moer cana. Ele não morreu por pouco.

Aos 14 anos ele matou o vice-prefeito[quem?] de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão. Refugiou-se em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, onde começou a roubar bocas-de-fumo e a matar traficantes. Conheceu a viúva de um líder do tráfico, apelidada de Botinha, e foram viver juntos. Assumiu as tarefas do falecido e logo foi obrigado a eliminar alguns rivais, matando três ex-comparsas. Morou ali até que Botinha foi executada pela polícia. Pedrinho escapou, mas não deixou a venda de drogas. Arregimentou soldados e montou o próprio negócio.

Em busca de vingança pelo assassinato da companheira, matou e torturou várias pessoas, tentando descobrir os responsáveis. O mandante, um antigo rival, foi delatado por sua ex-mulher. Pedrinho e quatro amigos o visitaram durante uma festa de casamento. Deixaram um rastro de sete mortos e dezesseis feridos. O matador ainda não tinha completado 18 anos.

Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.

Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em 24 de maio de 1973 e ali viveu toda a idade adulta. Em 2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017. Pedrinho contava com a liberdade para refazer sua vida ao lado da namorada, uma ex-presidiária cujo nome ele não revela. Eles se conheceram trocando cartas. Depois de cumprir pena de 12 anos por furto, ela foi solta e visitou Pedrinho no presídio de Taubaté.

Jurado de morte por companheiros de prisão, Pedrinho é um fenômeno de sobrevivência no duro regime carcerário. Dificilmente um encarcerado dura tanto tempo. Matou e feriu dezenas de companheiros para não morrer. Certa vez, atacado por cinco presidiários, matou três e botou a correr os outros dois. Matou um colega de cela porque ‘roncava demais’ e outro porque ‘não ia com a cara dele. Para não deixar dúvidas sobre sua disposição de matar , tatuou no braço esquerdo: ‘Mato por prazer’

Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata – alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era ‘a afirmação violenta do próprio eu’. Diagnosticaram ‘caráter paranóide e anti-socialidade’.

Após permanecer 34 anos na prisão, foi solto no dia 24 de abril de 2007 [1] Informações da inteligência da Força Nacional de Segurança indicam que ele foi para o Nordeste, mais precisamente para Fortaleza no Ceará. Porém seu paradeiro na capital cearense é desconhecido desde então.

Segundo as leis penais brasileiras, uma pessoa deve ser colocada em liberdade após cumprir 30 anos de prisão.

Alguns dos assassinos em série mais famosos do Brasil, por número de vítimas
Francisco das Chagas Rodrigues de Brito

Número de vítimas: 42
Local dos crimes: Altamira (PA) e São Luís (MA)
Período: 1989 a 2004

Francisco das Chagas levava os moleques para o meio do mato. Depois ele estrangulava. Ele emasculava as crianças. Ele punha a cabeça sempre perto de uma árvore chamada tucum. Ele colocava a genitália em cima da cabeça próximo ao tucum. E se tivesse tucum à direita ou a esquerda ele esticava os braços da criança e amputava um ou dois dedos. Em alguns ele cortava o dedo, em outros não”. Esse era o ritual dos crimes cometidos por Chagas segundo Vasques. O psiquiatra e legista disse ainda que Chagas falou que uma entidade aparecia e mandava ele fazer essas coisas.

Marcelo Costa de Andrade – O Vampiro de Niterói
Número de vítimas: 14 ou mais
Local dos crimes: Niterói e Baixada Fluminense, Rio
Período: 1992 a 1993
Adriano da Silva – O Monstro de Passo Fundo
Número de vítimas: 12 ou mais

Marcelo viveu parte da sua infância na Rocinha, uma favela do Rio de Janeiro. Vivia num lar desestruturado, e sua mãe, uma empregada domestica, apanhava constantemente do marido. Foi mandado por um período para a casa dos avós, no Ceará, local onde disse que apanhava muito. Tempos depois foi mandado de volta para o Rio de Janeiro, onde constantemente era vitima de maus tratos pelos novos companheiros dos pais, que haviam se separado. Foi nesse período que foi abusado sexualmente por um homem mais velho.

Adolescência conturbada
Foi então internado em um colégio para meninos, mas não tinha bom desempenho nas aulas. Lá era hostilizado pelos colegas e chamado de retardado[2]. Aos catorze anos foi mandado embora do internato, pois a instituição só acolhia jovens de 6 a 14 anos.

Assim que saiu do internato passou a se prostituir. Segundo Marcelo, sempre era passivo durante seus programas, mas certa vez um homem mais velho o teria obrigado a ser ativo, o que o perturbou muito. Nessa época ele tentou cometer suicídio. Tempos depois ele foi enviado para Funabem, mas meses depois fugiu e voltou a se prostituir, sendo que aos dezesseis anos foi morar com outro homossexual, Antonio Batista Freire, que começou a sustentá-lo e o apresentou à Igreja Universal do Reino de Deus. Mesmo com o sustento do companheiro, Marcelo continuava a se prostituir, até que se separou do porteiro e voltou para a casa da família.

A partir daí largou a prostituição e começou a trabalhar formalmente, ajudando a família nas contas e nos afazeres domésticos.

Marcelo freqüentava os cultos da seita a cerca de dez anos na época, além de assistir as celebrações pela TV diariamente. Segundo ele, foi num desses cultos que ouviu que quando as crianças morrem, elas vão para o céu. Segundo a lógica do assassino, ele não matava adulto, pois poderia os estar mandando para o inferno.

A mesma seita da igreja era uma parte importante da vida de Marcelo. Quando não estava lendo as pregações do bispo Edir Macedo, estava lendo revistas pornográficas. Gostava de ouvir músicas da Xuxa e de outros ídolos infantis da época. A mãe de Marcelo conta que ele tinha o estranho hábito de ficar ouvindo uma fita gravada de quando o irmão mais novo estava chorando.

Crimes descobertos
No dia 16 de dezembro de 1991, Altair Medeiros de Abreu, de 10 anos, teria saído com seu irmão, Ivan Medeiros de Abreu até a casa de um vizinho, que lhe havia prometido oferecer um almoço. Na época o pré-adolescente morava numa zona de pobreza do bairro do bairro Santa Isabel, em São Gonçalo, município vizinho de Niterói. Os dois eram filhos de Zélia de Abreu, empregada doméstica que possuía mais cinco filhos. [3]

Quando os dois garotos passavam pela estação central de Niterói, os dois foram abordados por Marcelo, que segundo Altair teria lhe oferecido cerca de quatro mil cruzeiros para que os dois o ajudassem a realizar um ritual religioso católico. Os três pegaram um ônibus e foram parar numa praia deserta, nos arredores do Viaduto do Barreto. Nesse momento, Marcelo tentou beijar o garoto mais velho, que fugiu assustado, mas sendo capturado em seguida e derrubado no chão; atordoado, ele viu seu irmão Ivan ser abusado sexualmente por Marcelo, que após o ato, o enforcou, avisando Altair que seu irmão estava dormindo.

Assustado, Altair passou a fazer tudo o que Marcelo queria, sendo depois levado pelo assassino até um posto de gasolina onde se limpou sobre os olhos atentos de Marcelo. Os dois dormiram em um matagal, e na manhã seguindo partiram para o Rio de Janeiro. Segundo consta, durante o trajeto Marcelo teria se oferecido para morar com Altair, que teria concordado imediatamente. Nos depoimentos apos o crime, Marcelo disse que teve piedade do garoto, pois ele teria sido “bonzinho” [4] e prometido ficar com ele. Na época, Marcelo trabalhava como distribuidor de plafletos, e teria que aparecer no trabalho para buscar seus papéis. Assim que se distraiu, Altair aproveitou e fugiu do assassino.

Quando chegou em casa, por carona, Altair não revelou que seu irmão havia sido morto, só revelando o crime para uma das irmãs mais velhas dias depois. Marcelo não teria tentado procurar Altair nem tentado esconder o corpo, voltado no local do crime tempos depois para modificar a posição do corpo. Corpo esse que foi encontrado por policiais horas depois. Segundo consta, as mãos do garoto estavam dentro dos shorts, o que afastou a tese inicial de afogamento, sendo constatado o abuso sexual no IML.

Quando o corpo foi identificado pela mãe de Ivan, Altair levou os policiais até o trabalho de Marcelo, que confessou o crime imediatamente, não demonstrando surpresa.

Em série
Na delegacia, Marcelo confirmou ser o autor de mais doze assassinatos. Ele revelou um dos seus primeiros crimes. Segundo o próprio, em junho do ano de 1991, ele havia acabado de descer de um ônibus quando viu o garoto Odair Jose Muniz dos Santos, de onze anos, pedindo esmolas na rua. Marcelo então o convenceu supostamente para ir até a casa de uma tia e pegar cerca de 3000 cruzeiros para dar o garoto. Mas na verdade Marcelo o atraiu até um campo de futebol e tentou abusar do menino, como não conseguiu, o enforcou.

“(…)Não reparei se ele estava vivo ou morto quando o estuprei. Não consegui me satisfazer. Apertei sua garganta mais uma vez para garantir que a alma dele fosse para o céu.” [4]

Logo após, Marcelo foi para casa jantar e voltou mais tarde, onde decapitou o corpo do garoto. Marcelo afirmou que fez isso com o garoto para se vingar do que faziam com ele durante a época que viveu no internato. Além disso, o assassino disse que se inspirava para cometer crimes nos cultos da seita da Igreja Universal do Reino de Deus.

Seu primeiro crime ocorreu em abril de 1991. Ele estava voltando do trabalho quando viu um garoto vendendo doces na avenida. Inventou a mesma história do dinheiro e do ritual religioso e o levou para um matagal. Tentou fazer sexo com o garoto, mas esse resistiu. Marcelo o agrediu com pedras e depois o asfixiou e o estuprou. Segundo ele foi a partir daí que não conseguiu mais para de cometer crimes. No seu segundo crime, matou Anderson Gomes Goulart, 11 anos, estraçalhou sua cabeça, bebeu o seu sangue enquanto o estuprava e depois quebrou seu pescoço.

Adriano da Silva – O Monstro de Passo Fundo
Número de vítimas: 12 ou mais
Local dos crimes: Rio Grande do Sul
Período: 2002 a 2004

Em janeiro de 2004. Na Polícia e em Juízo, Adriano, também conhecido como Monstro de Passo Fundo, revelou detalhes sobre as mortes dos meninos, revelando – sem demonstrar nenhuma emoção – como imobilizava suas vítimas. Garantiu também que só abusava sexualmente dos meninos depois de matá-los. Nunca, segundo o depoimento, levava nada das crianças, nem roupas ou objetos. Adriano já tinha sido condenado por latrocínio, roubo seguido de morte, formação de quadrilha e ocultação de cadáver, no Paraná. Silva era procurado desde 2001, quando teria escapado da cadeia no Paraná, onde cumpria pena de 27 anos pela morte desse taxista. Desde então, circulou pelo interior gaúcho sob nomes falsos e vivendo de bicos. Interrogado pelos policiais, Silva confessou os crimes. Dos 27 anos de detenção que tinha para cumprir, fugiu depois de seis meses. Durante as investigações feitas pela Polícia gaúcha do RS chegou a ser preso, mas foi solto por falta de provas. O assassino carregava luvas e um lenço, para não deixar impressões digitais. Questionado sobre tamanha brutalidade, Silva falou de “uma vontade íntima, de um vício”. Um detalhe espantoso nesse caso é que, nos últimos meses, antes de ser definitivamente acusado e confessar as oito mortes, o presidiário chegou a ser detido três vezes – uma por furto, outra por estar com uma faca e a terceira quando o avô de um dos meninos mortos suspeitou dele. Mas acabou solto em todas as ocasiões porque a polícia não sabia estar diante de um foragido. Silva disse aos policiais ter perdido os documentos e se identificou como Gabriel, nome de seu irmão. A desculpa foi suficiente para enganar a polícia, mas já se sabe que nada teria acontecido ainda que Adriano da Silva fosse identificado. Durante muitos meses, a Secretaria de Segurança do Paraná, Estado de onde ele fugiu, deixou de alimentar o sistema nacional de informações policiais. Ou seja, não haveria como saber que se tratava de um bandido foragido. Em liberdade, Silva mataria uma vez mais. Novamente, a polícia o capturou com a ajuda de uma testemunha que viu a vítima com o assassino.

Eudóxio Donizete Bento
Número de vítimas: 10 ou mais
Local dos crimes: Presidente Prudente (MG)
Período: 2000

José da Paz Bezerra – O Monstro do Morumbi
Número de vítimas: 10 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1970

Benedito Moreira de Carvalho – O Monstro de Guaianazes
Número de vítimas: 9 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1950 a 1953

Anestor Bezerra de Lima – O Matador de Taxistas
Número de vítimas: 9 ou mais
Local dos crimes: São Paulo e Minas Gerais
Período: 2004
Agosto de 2004.

Um desconhecido chega à cidade de Pouso Alegre, sul de Minas. Contrata uma corrida de táxi para São Paulo. O motorista não pode viajar. Mas convida um amigo para fazer o serviço: Daniel de Souza Lima.

“Pediu pro Daniel levar o rapaz em São Paulo. Eles saíram pra levar o rapaz e ele não apareceu mais”, conta José de Oliveira Lima, pai de Daniel.

Daniel pega o desconhecido na hora marcada. Segue pela estrada. Um dia depois, o corpo dele é encontrado com um tiro na cabeça, em São Paulo.

Daniel foi a última vítima identificada pela polícia de um assassino em série que vem atacando motoristas de Minas Gerais. A tática é sempre a mesma: ele contrata uma corrida para São Paulo e o taxista e o carro desaparecem. Com a morte de Daniel já são seis as vítimas nos últimos 40 dias.

O primeiro ataque foi em Porteirinha. O taxista Edmárcio Martins, dia 23 de julho. Em Inhapim, o assassino pega o táxi de José Wanderley de Souza, dia 5 de agosto. O último contato do motorista com a família foi num posto de gasolina.

“O frentista falou que ele estava acompanhado de um rapaz, e o rapaz estava muito agitado, andava de um lado pro outro. E meu irmão parecia tranqüilo”, declara a irmã de José Wanderley.

Quatro dias depois, outra vítima: Hélio Gualberto Lord, em Lassance. No dia 12 de agosto, o ataque é na capital, Belo Horizonte. O motorista Flávio Augusto de Souza também desaparece. Dia 19 de agosto. A vítima é Willian Max de Souza Carvalho, na cidade de João Pinheiro. E, cinco dias depois, Daniel de Souza Lima, em Pouso Alegre.

“A notícia que temos é que o corpo foi encontrado e que o irmão reconheceu”, conta Rita de Cássia Luna, amiga de Daniel.

Willian e Flávio continuam desaparecidos. Os corpos de Daniel, Edmárcio, José Wanderley e Hélio foram encontrados numa região de mata fechada em São Bernardo do Campo, São Paulo. Não muito longe de onde mora a família do principal suspeito dos crimes: Anestor Bezerra de Lima.

“O perfil dele é de um criminoso comum. Mas com um profundo distúrbio psicológico. Ele não tem mais mecanismos para frear o ato violento. E essa falta de mecanismos está levando ele a cometer crimes em série, e muito próximos um do outro”, analisa o delegado Marcos Carneiro Lima.

Ex-motorista de ônibus, Anestor foi demitido por restrição em avaliação psicológica. O laudo aponta desestruturação psíquica e comportamento de grandeza e hostilidade.

“Na avaliação é dito que ele não aceita ordens, regras e normas. É um sujeito crítico, ou seja: uma bomba de retardo, pronta pra explodir a qualquer momento”, compara o delegado Lima.

Para identificar o homem – considerado o maior assassino em série de São Paulo desde a prisão do Maníaco do Parque – primeiro foi feito o retrato falado. Seguindo orientação de quem viu Anestor pegar os táxis.

“Ele tem estatura de 1,75m, aproximadamente. Ele possui a pele branca, tem cabelos curtos e castanhos. Tem os olhos castanhos”, detalha a delegada Cristina Cicarelli Masson.

Num vídeo, que o Fantástico mostra com exclusividade, Anestor aparece com óculos. Foi filmado quando participava de uma festa em Minas.

“A imagem congelada e a fotografia apresentada às demais testemunhas dos outros casos, o que possibilitou seu reconhecimento imediato”, explica a delegada Cristina.

A principal pista veio de um número de telefone que Anestor deixou com uma mulher, em Minas. Era de uma farmácia, perto de uma casa onde ele morou, em Diadema, São Paulo. Pela foto, os policiais do bairro identificaram Anestor Bezerra de Lima. Já fichado como ladrão e golpista.

“É pessoa que tem poder de convencimento muito grande, constrói uma história, e as pessoas acreditam na história, mesmo porque ele é estelionatário. Essa é uma característica do crime de estelionato”, diz a delegada Cristina.

O criminoso ainda desafiou a polícia. Ligou para o delegado cinco vezes, quando a mãe foi levada para depor. E mais: o assassino de taxistas chegou a conversar por telefone com a família e amigos das vítimas. E passava informações falsas.

“Ele se identificou como sargento Gabriel. Me deu a informação de que tinha ocorrida um acidente com uma van branca e que o Daniel estava em coma num hospital de Itajubá”, conta uma amiga de Daniel.

A ligação foi feita de Campinas, interior de São Paulo, no sábado, 28 de agosto. Dois dias depois, um taxista de Campinas aparece morto na beira de uma estrada. O carro não foi levado. O motorista acionou o bloqueio de gasolina. Jaime Andrade da Silva, mineiro, de 52 anos, pode ser a sétima vítima do assassino de taxistas.

Douglas Baptista – O Maníaco de Santos
Número de vítimas: 8 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1992

Wanderley Antônio dos Santos – O Mestre Cão
Número de vítimas: 7 ou mais
Local dos crimes: Rio de Janeiro
Período: 1995

Fortunato Botton Neto – O Maníaco do Trianon
Número de vítimas: 7 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1986 a 1989

Entre o final de 1986 e meados de 1989, uma onda de misteriosos e brutais assassinatos de homossexuais masculinos chamou a atenção da mídia. O principal suspeito, o michê Fortunato Botton Neto, foi preso em agosto de 1989 e confessou ser um matador de homossexuais. Em encontros com jornalistas, os delegados encarregados da investigação atribuíram a Botton a autoria de 13 homicídios. E foi assim que ele passou a ser conhecido – como um típico serial killer, frio, cruel e incontrolável em seu desejo e prazer de matar. O jornalista Roldão Arruda reconstituiu cada um dos crimes imputados a Botton, também conhecido como Maníaco do Trianon.

Francisco de Assis Pereira – O Maníaco do Parque
Número de vítimas: 7 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1997 a 1998
Francisco de Assis Pereira, o “Maníaco do Parque”,
é um criminoso brasileiro que estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove. O referido Parque é o Parque do Estado, situado na região sul da cidade de São Paulo. Nesse local foram encontrados vários corpos das vítimas.

O psicopata já havia sido detido como suspeito, mas liberado logo depois. Ao ver seu retrato falado nos jornais, descrito por algumas mulheres sobreviventes de seus ataques, ele fugiu para o sul do país. Ao desaparecer, deixou apenas o jornal na sua mesa, o que alertou seus patrões (ele trabalhava como motoboy) que comunicaram a polícia que assim descobriram sua identidade. Durante a fuga, causou desconfiança aos moradores das cidades por onde passou, até que foi denunciado e preso, sendo posteriormente enviado para São Paulo.

Após ser capturado pela polícia, o que mais impressionou as autoridades foi como alguém feio, pobre, sem muita instrução, não portando revólver ou faca, conseguiu convencer nove mulheres, algumas até de classe média-alta e nível universitário, a subir na garupa de uma moto e ir para o meio do mato com um homem que tinham acabado de conhecer.
A história ganhou dimensão nacional quando a jornalista Angélica Santa Cruz, então repórter da revista Veja e hoje diretora de redação da Gloss, conseguiu acompanhar o depoimento reservado do criminoso. Na matéria de capa da Veja daquela semana estava uma foto do maníaco com a frase “Fui Eu”.

O Maníaco do Parque, no interrogatório, relatou que era muito simples. Bastava falar aquilo que elas queriam ouvir. Francisco cobria todas de elogios, se identificava como um fotógrafo de modarevista importante procurando novos talentos, oferecia um bom cachê e convidava as moças para uma sessão de fotos em um ambiente ecológico. Dizia que era uma oportunidade única, algo predestinado, que não poderia ser desperdiçado.

Preso provisoriamente no presídio de Taubaté, que abriga os criminosos mais perigosos do Estado de São Paulo, Pereira chegou a ser dado como morto numa rebelião de presos ocorrida em dezembro de 2000. Mas, após uma série de desencontros, a direção da unidade confirmou que o motoboy, jurado de morte pelos outros presos, estava vivo. Pereira foi sentenciado a mais de 121 anos de prisão em 2002 e cumpre pena.

Paulo Sérgio Guimarães – O Maníaco da Praia do Cassino
Número de vítimas: 7
Local dos crimes: Rio Grande do Sul
Período: 1998

Determinado a ter o nome inscrito na galeria dos criminosos seriais, um homem cujo semblante se recusa a exibir traços de arrependimento encara o diretor do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre, e desafia: “O senhor sabe que está diante de um dos cinco bandidos mais perigosos do Estado?” A pergunta, feita em tom de advertência, não surpreendeu o psiquiatra Luiz Carlos Coronel, encarregado de comandar a instituição que abriga criminosos com problemas mentais. O pescador Paulo Sérgio Guimarães da Silva, 29 anos, o Maníaco da Praia, confessou ter cometido sete assassinatos para imitar o Maníaco do Parque, Francisco de Assis Pereira, sua inspiração paulista. Preso depois de disseminar o terror na Praia do Cassino, na cidade de Rio Grande, no litoral gaúcho, Guimarães atacava casais de namorados. “Ele quer ser o número 1”, crê Coronel.

Dono de um perfil invulgar, o assassino de casais da Praia do Cassino não pode ser tratado como uma pessoa comum. O pretenso surto psicótico do qual teria sido vítima, porém, tende a ser uma esperteza, e não um caso clínico. Guimarães se descontrolou na madrugada do sábado 15, destruindo a cela onde estava no presídio de Rio Grande. Sedado, foi transferido para Porto Alegre, a 330 quilômetros dali. Chegou calmo, alimentou-se bem, tomou banho e pediu para vestir roupas limpas.

Convencido de que é uma espécie de super-herói das praias gaúchas, adota o figurino dos bandidos de filmes B – pelos quais tem predileção. No domingo 16 tentou promover novo quebra-quebra na cadeia, chegou a se livrar de uma das algemas, mas ficou nisso. No dia seguinte, foi transferido por decisão judicial, desta vez para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Deixou, em Porto Alegre, a impressão de ter encenado o surto para obter mudança de regime prisional. Não colou. “Em momento algum ele perdeu a orientação, a lógica, a coerência”, diz Coronel, o psiquiatra. Em Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre, onde todas as celas são individuais, o Maníaco da Praia instalou-se com tranqüilidade e assim permaneceu. “Está calmo, não houve nenhum problema”, diz o capitão André Luís Pithan, da Polícia Militar, subdiretor do presídio. Não se arrisca a prever até quando durará a calmaria.

A decisão de colocar Guimarães em isolamento foi tomada pelo juiz Átila Barreto Refosco, da 1a Vara Criminal de Rio Grande, comarca na qual o caso está sendo conduzido. “Ele está muito instável”, comenta. “É melhor esperarmos para ver como se comporta.” Caso ocorra novo surto, será solicitado um exame de sanidade mental. A confissão do réu ajuda a fazer com que o processo caminhe. A polícia deverá concluir todos os inquéritos relativos ao caso dentro de uma semana.

Cirineu Carlos Letang – O Matador de Travestis
Número de vítimas: 6 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1992 e 1993

Osvaldo Sonego – O Tarado de Tauí
Número de vítimas: 6 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1996

Laerte Patrocínio Orpinelli – O Andarilho de Rio Claro
Número de vítimas: 6 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1996 a 1997
O mais velho tinha 11 anos. A mais nova, 3. Era tudo muito rápido — a atração, o passeio até um lugar ermo, geralmente o abuso sexual e sempre a morte. Orpinelli esmurrava a cabeça das crianças, principalmente a boca e as têmporas. Algumas chegaram a ficar com o rosto desfigurado tamanha a violência dos socos. “Eu ficava nervoso e atacava”, contou o assassino a VEJA. Orpinelli pode não se lembrar de quantas crianças exatamente atacou, mas quando está diante da fotografia de uma delas dá detalhes da abordagem, da investida e do local onde deixou a vítima. Dos dez assassinatos cuja autoria ele admitiu, apenas três corpos não foram encontrados. Mas as informações fornecidas por Orpinelli sobre a hora e o local do rapto coincidem com as denúncias das famílias. Nos restantes, os exames dos médicos-legistas equiparam-se aos relatos do louco.

Os ataques de Orpinelli se concentravam em cinco cidades do norte de São Paulo. A distância entre uma e outra não ultrapassava 260 quilômetros. Nascido em Araras, na região, ele passou os últimos 25 de seus 47 anos perambulando pelo interior do Estado. Ia de um canto a outro de trem ou carona de caminhão. Vivia de lubrificar portas de bares e lojas com graxa. Como pagamento, recebia uns trocados, um prato de comida ou uma dose de pinga. Dormia em albergues para indigentes ou em construções abandonadas. Orpinelli tinha o costume de anotar em cadernetas a data da passagem em cada uma das localidades. A partir dos diários do andarilho, os investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, o DHPP, cruzaram as informações escritas por Orpinelli com os casos de desaparecimento infantil. De 1995 até ser preso, ele visitou 26 cidades, que registram o sumiço de 120 crianças de até 12 anos.

Orpinelli assumiu a autoria de dez mortes violentas. Uma das vítimas é Crislaine Cristina dos Santos Barbosa, a garotinha de apenas 3 anos. Ela foi vista pela última vez em 25 de abril de 1999, em Pirassununga, a 206 quilômetros da capital. O andarilho confessou ter seguido a menina e a mãe dela, Nair, até a casa onde moravam. Encontrou a porta encostada e Crislaine sozinha na sala. Entrou e a levou no colo. “Eu não estuprei ela. Eu só matei com murros na cabeça e no rosto e quebrei os dentes. Saiu sangue do nariz e da boca. Eu não quis passar a mão nela”, contou ele à polícia. Quatro meses depois de Crislaine desaparecer, uma ossada foi encontrada em um canavial, atrás de um motel. O crânio estava sem os dentes da frente. Os ossos foram enviados para um teste de DNA, previsto para ficar pronto em fevereiro.

A polícia sabe que tem um trabalho duro pela frente. A confissão de Orpinelli apenas não basta. Ele diz ter matado em 1996, em Rio Claro, Aline dos Santos Siqueira, de 8 anos, e Anderson Jonas da Silva, de 6. Mas eles ainda estão desaparecidos. Como Orpinelli nunca enterrava suas vítimas, os corpos ficavam largados no mato, expostos às mudanças climáticas e aos ataques de animais. Além disso, Orpinelli vai e volta em suas declarações. Com a notícia de sua prisão, delegados de outras cidades foram até Rio Claro em busca de confissão para casos de desaparecimento ainda sem solução. O de Bauru levou a fotografia de uma menina sumida na década de 70. Mostrou a imagem dela para Orpinelli e quis saber: “Lembra dessa?” Ele respondeu: “Não é estranha”. O de Potirendaba obteve uma confissão informal do assassinato de uma garota no dia 12 de junho de 1997, às 11 horas. No mesmo dia, no entanto, Orpinelli estava a 175 quilômetros de distância. À 1 hora da tarde, ele raptou e matou Renata Campos, de 5 anos, em Araraquara. O delegado de Itu levou um caso de 1984. “Precisamos investigar. Mas a convicção de que tenha sido ele é fraca”, afirmou o delegado Moacir de Mendonça. O andarilho errou ao informar o local do crime. Além disso, ao lado do corpo, haviam sido encontrados um pote de vaselina e um par de luvas de limpeza — artefatos que Orpinelli nunca utilizou, ao menos nos crimes ligados a ele. Na entrevista a VEJA, disse: “Eu inventei tudo, confessei o que eles (a polícia de Rio Claro) falavam porque queria ser internado em um sanatório”.

Não seria a primeira internação do andarilho. Entre 1967 e 1969, Orpinelli foi internado doze vezes na Clínica Psiquiátrica Antônio Luís Sayão, em Araras. A última internação foi em 1993, por algumas semanas. O motivo, segundo José Carlos Naitzke, diretor da clínica: embriaguez patológica, doença em que uma pequena quantidade de álcool, por menor que seja, deflagra uma transformação de personalidade, muito comum em alcoólatras ou ex-alcoólatras. E Orpinelli bebe desde o final da adolescência. “Foi a bebida que me atrapalhou”, diz. Além disso, ele sempre foi violento. Sétimo filho de uma família de nove irmãos, na infância era amarrado pela mãe ao pé de uma mesa para evitar problemas com vizinhos. Quando se soltava, vingava-se atirando tijolos nela. Outra carcterística de sua personalidade: fixação por ser o centro das atenções. Nos últimos dias, durante os depoimentos, reclamava se era interrompido. “Estou falando”, esbravejava. De manhã, perguntava aos carcereiros: “Quantos clientes tem aí na porta?” Os clientes eram a imprensa e os delegados das cidades vizinhas.

José Vicente Matias – Corumbá
Número de vítimas: 6 ou mais
Local dos crimes: Goiás e Maranhão
Período: 2000

José Vicente Matias, o “Corumbá” (Firminópolis, Goiás), é um ex-artesão foi preso por assassinar e esquartejar seis mulheres após ter feito sexo com elas. Os crimes aconteceram entre 1999 e 2005. Além de matar, “Corumbá” praticou também canibalismo com os restos mortais das vítimas, ingerindo sangue e pedaços cerebrais das mesmas.

Nos depoimentos, “Corumbá” entrou em diversas contradições. Por vezes, mencionou sofrer “influências” do Diabo, que teria sussurrado em seu ouvido a suposta missão de matar sete mulheres. Alegou também, como sendo motivos para seus crimes, xenofobia e chacotas sofridas por sua impotência sexual. “Corumbá” já possuía passagens pela polícia por estupro e atentado violento ao pudor. Suas seis vítimas fatais foram:

a turista espanhola Núria Fernandes, de 27 anos, foi morta a pauladas na cabeça. Teve pedaços do cérebro e sangue ingeridos após ritual de dança. Alcântara (MA), 2005
a turista alemã Maryanne Kern, de 49 anos, morta no Maranhão e encontrada numa cova rasa. Ribeirinhas (MA), 2005.
a russo-israelense Katryn Rakitov, 29 anos. Pirenópolis (GO), 2004.
a goiana Lidiane Vieira de Melo, 16, passou um dia e meio amarrada enquanto Corumbá chupava o seu sangue. Depois, foi esquartejada. Goiânia (GO), 2004.
a baiana Simone Lima Pinho, 26, teve seu corpo jogado em crateras de garimpo e posteriormente coberto com pedras. Lençóis (BA), 2000.
a mineira Natália Canhas Carneiro, 15. Três Marias (MG), 1999.

André Luiz Cassimiro – O Estrangulador de Juiz de Fora
Número de vítimas: 5 ou mais
Local dos crimes: Minas Gerais
Período: 1995

Edson Isidoro Guimarães – O Enfermeiro da Morte
Número de vítimas: 5 ou mais
Local dos crimes: Rio de Janeiro
Período: 1999

José Augusto do Amaral – O Preto do Amaral
Número de vítimas: 3 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1926

Febrônio Índio do Brasil – O Filho da Luz
Número de vítimas: 2 ou mais
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1927

Febrônio Índio do Brasil. Os corpos de suas vítimas foram encontrados no ilha do Ribeiro, no Rio de Janeiro, nus, tatuados com as letras DCVXVI, e com marcas de estupro e estrangulamento. Auto-intitulado “Filho da Luz” (por estar em uma luta contra o demônio), ele abordava as vítimas com a promessa de um emprego que complementaria a parca renda familiar. Depois as levava para a isolada ilha do Ribeiro, onde as tatuava, estuprava e matava. O serial killer ainda tentou matar outros rapazes – todos com idades entre 8 e 14 anos -, que conseguiram escapar depois de sessões de tortura e estupro.

Quando foi preso, depois de ser reconhecido por familiares das vítimas, negou a autoria dos crimes. Mas acabou confessando ter estrangulado, em 13 de agosto de 1927, o menor Almiro José Ribeiro e jogado o corpo da vítima num matagal. Depois, assumiu a autoria do assassinato e estupro de Jonjoca, um menino de 10 anos. Ao levantar a ficha de Febrônio, os policiais viram que ele já havia sido preso 29 vezes, por fraude, pederastia e tendências homossexuais, tentativa de atentado violento ao pudor e exercício ilegal da odontologia. O Filho da Luz dizia ter visões que ordenavam que ele tatuasse dez rapazes para seguir sua missão contra o demônio. As letras tatuadas nas vítimas e em seu próprio tórax, segundo ele, significavam “Deus Vivo” ou “Imana Viva”. Com uma religiosidade aflorada, Febrônio chegou a mandar publicar o seu próprio evangelho, intitulado “As revelações do príncipe do fogo”. Todas as cópias foram queimadas pela polícia quando Febrônio, considerado inimputável, foi para o manicômio, onde permaneceu até morrer, aos 89 anos de idade

Francisco Costa Rocha – Chico Picadinho
Número de vítimas: 2
Local dos crimes: São Paulo
Período: 1996 e 1976

Primeiro crime
Francisco Costa Rocha cometeu seu primeiro assassinato em 1966, quando vivia uma vida muito boêmia, com muita bebedeira e mulheres, também usava drogas. Com o passar do tempo necessitava todos os dias fazer sexo, sair e beber muito. Seu primeiro assassinato seguido de esquartejamento foi em 1966. Sua vitima era Margareth, uma boêmia conhecida de seus amigos. Após passarem em alguns restaurantes e bares, Francisco a convidou para terem relações sexuais. Assim ela aceitou ir ao apartamento, na época dele e de Caio(amigo cirurgião-médico da aeronáutica). Francisco nem chegou a consumar o ato. Após algum tempo, ele começou a ter um jeito violento, e tentou estrangulá-la(de fato o fez), com a mão, e terminou com o cinto. Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder… Vale ressaltar que Francisco esquartejou Margareth pelo fato de ter medo das ações que viriam após ter causado sua morte, concluindo assim que teria de esconder o corpo. Demorou cerca de 3 a 4 horas até desmembrar a vitima e colocar dentro de uma sacola(pois também sabia que o amigo com quem dividia seu apartamento estaria para chegar). Quando Caio chegou, Francisco disse que tinha uma coisa para contar, e falou que havia matado alguém. Não contou como, nem porque, mas disse que o corpo ainda estava no apartamento. Pediu um tempo para Caio para que pudesse avisar sua mãe e contratar um advogado. De fato, viajou à procura de sua mãe. Ao chegar, avisou uma amiga e não teve coragem de falar o que realmente acontecera, apenas informando que algo de grave havia ocorrido, e pedindo para avisar sua mãe. Ao retornar, seu amigo Caio havia avisado ao delegado de homicídios, que prendeu Francisco, que não reagiu à prisão em momento algum.

Segundo crime
Após ter sido liberado por bom comportamento, Francisco voltou a cometer um esquartejamento, porém, desta vez, destrinchou sua vítima com um cuidado muito maior, e tentou jogar alguns pedaços pelo vaso. A vitima se chamava Suely e tinha vários codinomes. Depois de matá-la e esquartejá-la, tentando fazer com que o vaso levasse partes do corpo, ele não consegue colocar o corpo todo no vaso sanitário, e depois anda com as partes do corpo da moça.

Foi detido e condenado pela primeira vez por ter assassinado e esquartejado uma bailarina. Para se livrar do corpo, colocou os pedaços dentro de uma caixa de papelão em um apartamento alugado em São Paulo, fugindo em seguida para o Rio de Janeiro – ele de fato não fugiu para o Rio de Janeiro, mas avisou seu amigo Caio, e após isso pediu certo tempo para avisar sua família e contratar um advogado. Caio, já sabendo do crime, ficou sem saber ao certo o que devia fazer, e contatou a Delegacia de Homicídios.

Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão.

Prisão
Por ser considerado perigoso, Chico Picadinho continua preso até hoje, apesar de já ter cumprido a pena máxima prevista pelo Código Penal brasileiro, que corresponde a um período de trinta anos. Hoje, encontra-se no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira, na cidade de Taubaté.

Estudante de Direito à época dos crimes, Chico Picadinho é um homem muito culto. Até hoje passa seus dias na prisão praticando a pintura. Ao cometer seus crimes, ele agiu sob a influência do romance Crime e Castigo de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista. Também é um grande fã da obra de Kafka.

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6 Comentários

Publicado por em 19 de maio de 2010 em MACABRO E REAL

 

6 Respostas para “Produto Nacional para exportação !(inferno)

  1. Anonymous

    27 de maio de 2010 at 1:04

    nossa que pessoal mais feio da ate medo de ver que deus tenha piedade deles

     
  2. Anonymous

    16 de janeiro de 2011 at 2:06

    Os lazarentos matam, estupram, ferram com a vida das pessoas e tem cabelos e eu ficando careca, está aí a justiça divina.

     
  3. Anonymous

    3 de fevereiro de 2011 at 2:56

    são pessoas dignas de pena pois eles pagaram e ainda estão pagando na justiça divina.mostros

     
  4. Ivan Alves

    11 de maio de 2011 at 18:48

    Fico indignado quando lembro que parte dos imposto que pago são para o sustento de pessoas desse tipo. Tudo seria mais simples se no Brasil houvesse a pena de morte.

     
  5. Anonymous

    20 de maio de 2011 at 3:26

    Deus nos livre de encontrar umas carniças destas.

     
  6. Anonymous

    15 de novembro de 2011 at 5:54

    Apodreçam na Cadeiaaa, não tenho um pingo de piedade dessas escórias!

     

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